Vida selvagem robótica

Caçar animais pela floresta não é algo comum ou sequer aceitável para nós brasileiros, mas tem gente pelo mundo afora que pratica caça esportiva. E por mais que isso possa soar ilegal, existem épocas do ano específicas em que as pessoas podem sair armadas, com os mais diversos tipos de armas, pelas florestas em busca de animais silvestres. Muitas vezes, caçadores viajam até outros países para caçar animais famosos. Quem se lembra do caçador estadunidense que viajou até o Zimbábue e caçou o Leão Cecil até matá-lo? Esse caso levantou novamente o questionamento “O que motiva alguém a caçar um animal por esporte?“.

A caça esportiva é uma realidade em países como os Estados Unidos e por lá tem gente que trabalha para que a caça se torne uma prática ilegal, assim como tem gente que trabalha para que, mesmo a caça esportiva sendo uma prática legal, ela seja controlada da melhor maneira possível a fim de reduzir danos. Claro que a melhor política de redução de danos seria proibir a caça de animais.

Mas então, o que seria a vida silvestre robótica?

Uma empresa nos EUA é especializada na construção de armadilhas para caçadores ilegais. Essas armadilhas são réplicas, em tamanho real, de animais silvestres. Ursos, raposas, veados, perus e muitos outros animais-robôs que são idênticos aos originais a fim de chamar atenção de caçadores de regiões em que a caça é proibida. E a qualidade dos animais-robôs é sensacional. Só por essa foto, você seria capaz de dizer que isso é uma raposa-robô?

Imagem: instagram.com/science
Imagem: instagram.com/science

Os animais são capazes de movimentar o rabo, a cabeça, mover de um lado para o outro e tudo isso de maneira um tanto quanto natural para quem olha de longe. A página do facebook dessa empresa tem alguns vídeos e fotos desses “animais de mentira”. Então, por mais que os estadunidenses matem animais por esporte, tem um pessoal bem preocupado em pegar quem passa dos limites.

Agências de segurança responsáveis pela proteção de áreas de preservação da fauna e da flora adquirem esses animais falsos para saber quando tem um caçador na região. A estratégia para capturar os caçadores ilegais é deixar o caçador atirar no animal-robô e, a partir desse momento, policiais abordam os caçadores ilegais. Além de receberem multas bem altas, eles terão suas armas apreendidas e ainda podem ser presos por caça ilegal.

Pensando no Brasil, essa tecnologia seria muito útil em regiões de alto índice de captura de animais silvestres para o tráfico nacional e internacional de animais. Imagina só um Mico-leão-Dourado, uma onça pintada ou uma arara-azul falsos que seriam os olhos da polícia federal em nossas florestas. Esses poderiam ser exemplos de animais a serem replicados em robôs para capturarmos parte dos responsáveis por destruir a fauna brasileira.

Esse é um exemplo de como a tecnologia pode nos ajudar a ter um Brasil um pouco melhor. Nós do Olá Ciência, estamos à espera de quando uns engenheiros bem legais decidirem criar os animais-robôs brasileiros.

 


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