Quanto tempo a pandemia vai durar?

O planeta Terra parou. Um vírus altamente contagioso mudou o paradigma da nossa sociedade. Nos fez repensar nossos relacionamentos, nosso trabalho… Nos fez repensar como coisas simples, como caminhar na rua, pegar um ônibus ou ir ao cinema podem fazer tanta falta. Sair com os amigos, almoçar com os pais ou ter uma festa de aniversário passaram a ser inconcebíveis e completamente irresponsáveis perante ao poder que a natureza teve de selecionar um organismo que a princípio parecia inofensivo porque causava problemas apenas para pessoas idosas ou com comorbidades, mas que depois se mostrou altamente fatal simplesmente por expor as fragilidades do nosso sistema de saúde e da nossa ciência, que vinham sendo tão machucados ao longo dos anos. Quantas outras mazelas recaem sobre a população de risco e nunca foram motivos para nos fazerem parar e refletir sobre o nosso papel no mundo? E mais… quanto tempo temos aqui e quanto tempo tudo isso irá durar? Sejam bem-vindos ao Olá, Ciência!

Pessoal, primeiramente eu gostaria de dar um aviso. Esse vídeo provavelmente será desmonetizado pelo YouTube porque trata do coronavírus, então, por favor, eu peço que se você acompanha o canal ou tem interesse por mais vídeos sobre ciência séria e sobre atualizações de pesquisas na área de saúde, se inscreva no canal e caso for compartilhar o vídeo, compartilha pelo botão de compartilhar aqui em baixo. E se você está vendo no whatsapp, por favor, procure o vídeo no canal Olá, Ciência no YouTube.  Valorize o criador de conteúdo, dê os créditos. Dito isso, o outro aviso que eu quero dar é o seguinte. O que eu vou falar nesse vídeo são resultados de vários estudos científicos que foram revisados por outros cientistas, para só então, serem publicados em revistas científicas sérias. O meu trabalho aqui é traduzir esse conteúdo e te entregar a interpretação dos autores. Para quem não me conhece, eu sou Biomédico, faço mestrado em Inovação Tecnológica pela UFMG, trabalho com epidemias de dengue desde 2017 e com divulgação científica desde 2014. Pela minha trajetória, eu preciso ter muito rigor no que vou falar aqui, porque é a minha imagem como divulgador científico e como profissional de saúde que está em jogo. Então, eu vou ser uma espécie de mensageiro. Te entregar conteúdo sério, para gente séria, porque o assunto exige esse rigor. 

No início, eu vou te entregar uma série de resultados que suportam uma hipótese de que o coronavírus não está perto de acabar. E como nós vamos lidar com isso depende da nossa maturidade como sociedade para agir diante desse problema.

Você provavelmente deve ter visto esse gráfico [1] circulando pelas redes sociais nas últimas semanas.

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Esse é o famoso gráfico do modelo matemático que serviu de orientação para políticas públicas dos Estados Unidos e Reino Unido para intensificar o isolamento social pois se nada fosse feito, haveria um colapso do sistema de saúde e o número de mortes poderia chegar a mais de um milhão. Esse parece ter sido o estudo que o Ministério da Saúde Brasileiro se baseou para afirmar que o nosso sistema de saúde iria colapsar no final de abril, conforme as linhas do gráfico mostram.

Essa linha horizontal vermelha representa a capacidade do nosso sistema de saúde e cada uma das curvas representa o que acontece quando tomamos diferentes medidas de mitigação da epidemia, com exceção da linha preta que mostra o que acontece se não fizermos nada. Enquanto isso, o fundo azul representa a duração dessas medidas. A linha verde mostra que fechar escolas diminui um pouco o número de casos graves, a laranja representa a estratégia de isolar as pessoas com sintomas e a linha amarela a estratégia de além de isolar as pessoas com sintomas, isolar também as pessoas que moram com ela em casa.

Por fim, a linha azul representa o que acontece se nós realizarmos o isolamento apenas de idosos e de pessoas sintomáticas e de seus familiares. Nesse caso, o sistema de saúde entraria em colapso no final de abril, que é quando a linha azul ultrapassa a linha vermelha horizontal, que representa a capacidade do sistema de saúde. Teríamos um achatamento da curva? Sim! Mas não é o suficiente para impedir o colapso dos sistemas de saúde. Observe que o fundo azul colorido que representa o período de duração das medidas já indicava para as autoridades que essas medidas mais brandas podiam durar pelo menos até julho de 2020. 

Só que nós estamos fazendo estratégias muito mais severas do que só isolar os idosos e quem está com sintomas. O estudo também previu isso e pouca gente conhece esse gráfico:

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Aqui está o que realmente acontece quando nós fazemos o isolamento social geral da população. O segundo gráfico é um zoom do primeiro, tá bom?. A linha preta continua representando o que acontece se nada for feito, e conforme esperado o sistema de saúde colapsa rapidamente, com o número de casos ultrapassando a linha vermelha. A linha laranja representa o isolamento social de 75% da população, mas sem fechar escolas, o que também não é o nosso cenário e eu nem vou comentar. Já a linha verde representa o isolamento de 75% da população com fechamento de escolas. Então a gente pode dizer grosseiramente, porque esse modelo foi feito pra realidade do Reino Unido e dos Estados Unidos, que com os nossos níveis de isolamento social em torno de 50%, a gente vai estar um pouco acima da linha verde ali, quase no limite do colapso do sistema de saúde que é o que a gente tá vendo em cidades como Manaus, por exemplo. 

Mas algo que chama atenção neste gráfico é que o número de casos permanece controlado apenas enquanto mantivermos as medidas de isolamento social, mostradas pelo fundo azul, e uma vez cessadas essas medidas, teremos um novo surto de coronavírus que rapidamente colapsa o sistema de saúde, mesmo que a gente tenha realizado as medidas anteriormente.

Esse é o problema pessoal. E é aí que eu queria chegar. Quais as soluções? Porque diagnosticar o problema todo mundo faz, nós precisamos é de soluções. Os pesquisadores desse estudo já lá em 16 de março quando ele foi publicado, propuseram uma solução que parece meio radical, mas que aos poucos, ao longo do tempo, a gente começa a ter que considerá-la que é a seguinte:

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Provavelmente, nós precisaremos de vários episódios de isolamento social seriados ao longo desse ano e do próximo, para que os casos aumentem de forma lenta sem sobrecarregar o sistema de saúde. Nesse modelo, aos poucos as pessoas vão se infectando, obtendo tratamento e ficando imunes. Assim, a gente tá gerando a imunidade nos indivíduos infectados, em um processo lento que culmina em uma grande quantidade de indivíduos expostos e, portanto, imunes, que protegem indiretamente quem ainda não pegou a doença porque quem já pegou não pode mais transmitir, diminuindo as chances de propagação do vírus. Isso a gente chama de imunidade de rebanho.O que o gráfico mostra é que cessado o isolamento, o número de casos volta a subir, mas sem colapsar o sistema de saúde, com espaço pra todo mundo ser atendido. E na hora que os casos ultrapassam um determinado nível, é necessário fazer nova rodada de isolamento, para que os casos retornem ao nível capaz de ser controlado, pois nós vimos que as medidas de isolamento são sim eficientes para bloquear a transmissão. Nesse trabalho dos pesquisadores, eles estendem as medidas até novembro de 2021, quando possivelmente os primeiros remédios e as primeiras vacinas começarão a surgir. 

Essa ideia da gente precisar fazer mais de uma rodada de isolamento não foi vista só nesse trabalho. Ela foi reforçada por um estudo da revista Lancet [2], publicado em 8 de abril, que analisou a necessidade de novas rodadas de isolamento social no caso de Wuhan, na China porque eles acabaram de sair do isolamento e estão com um aumento de casos e risco de reintrodução do vírus devido a entrada de pessoas de outras cidades. Nesse cenário de isolamento em rodadas, é importantíssimo a gente manter um número suficiente de testes para acompanhar o crescimento real do número de casos para disparar as ações de isolamento na hora certa, antes da gente ter o que chamamos de uma segunda onda de epidemia, que é quando o nível de casos volta a subir descontroladamente. A conclusão desse artigo da Lancet é que sair do isolamento sempre leva a um aumento de casos e isso precisa ser contido com novas estratégias, incluindo novos isolamentos.

Bom, então nós temos estudos que nos dão uma ideia de que provavelmente nós precisaremos fazer mais rodadas de isolamento social ao longo dos próximos meses, ok. Só que esses estudos não consideraram fatores imunológicos como a possibilidade de a imunidade contra o vírus durar pouco tempo e é aqui que a situação começa a ficar um pouco mais preocupante.

Um estudo mais atual, publicado na Revista Science [3] uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, no dia 14 de abril, traz um novo modelo que gerou muita polêmica, porque as pessoas interpretaram como se a gente tivesse que fazer uma única quarentena até 2022.

Nesse estudo, os pesquisadores usaram informações que nós já temos sobre outros coronavírus que circulam todos os anos entre nós causando gripe comum, para construir uma série de cenários do que pode acontecer no futuro com a pandemia do novo coronavírus. Usar informação de outros coronavírus, parentes desse que tá causando a pandemia, é uma forma simples da gente construir cenários do que pode acontecer com o novo vírus, já que a gente ainda sabe pouco sobre ele. Para entender esses cenários, a gente primeiro precisa entender que:

  1. Os coronavírus comuns que circulam entre nós produzem imunidade cruzada um com o outro, isto é, quando você pega um tipo de coronavírus que nós vamos chamar de tipo A você cria uma imunidade contra o tipo A, mas também uma imunidade mais fraca contra o tipo B. Isso significa que se você pegar o tipo B depois de ter pegado o tipo A, você provavelmente nem vai sentir sintomas por causa da imunidade cruzada entre os dois vírus.
  2. A imunidade contra os coronavírus comuns dura apenas 45 semanas, ou seja, todos os anos, nós podemos ter surtos de coronavírus comuns, porque a imunidade não é duradoura. Já o coronavírus que causou epidemia de SARS em 2003, que também é parecido com o nosso atual, produz sim uma resposta imune duradoura, de longo prazo, o que impede que nós tenhamos surtos sazonais igual a gente tem de gripe por exemplo.
  3. Então pessoal, nós ainda não sabemos quanto tempo dura a imunidade contra o novo coronavírus e isso é um problema, porque sem essa informação todos os modelos que consideram que se infectarmos todo mundo a doença é erradicada caem por terra e aí teríamos que conviver com o novo coronavírus todos os anos até desenvolvermos uma vacina. A ciência já está observando alguns casos de pessoas que já tiveram o novo coronavírus e que se curaram e que menos de 60 dias depois estão testando positivo novamente [4]. Isso tá acontecendo muito em países como a Coreia, que fazem muitos testes. Resta saber se isso é uma reativação do vírus no corpo, que de alguma forma, fica latente ali escondido e depois reaparece, ou se é uma nova infecção demonstrando que a imunidade contra o virus dura pouquíssimas semanas. Pode ser também que para produzir uma imunidade duradoura seja preciso vários contatos com o coronavírus, como é por exemplo com vacinas que precisam de mais de uma dose para imunizarem completamente. Nós ainda sabemos muito pouco sobre como o nosso corpo produz imunidade contra o novo coronavírus, porque ainda não deu tempo. A epidemia começou há aproximadamente 4 meses…

Se a imunidade contra o novo coronavírus durar pouco tempo, o que o estudo mostra é que nós teremos que conviver com surtos anuais ou a cada dois anos de coronavírus, como os que estamos vendo agora até que tenhamos uma vacina ou remédio eficaz. Já se a imunidade for duradoura, ele apresenta estratégias para contermos o avanço do vírus nessa pandemia e aí quando a maioria da população já tiver pegado, nós estaremos livres do coronavírus. E pode ser ainda, que a imunidade de pessoas que já pegaram outros tipos de coronavírus possa proteger contra o novo, o que a gente ainda não sabe e isso certamente influenciaria os ciclos da doença nos próximos anos.

Então aqui eu trouxe um gráfico mais simples que mostra na linha preta o nosso surto atual, em 2020 e as linhas azuis e vermelhas mostram como irão se comportar os surtos de coronavírus comuns, que são dois tipos, um na linha azul e outro na linha vermelha.

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Então no cenário de imunidade não duradoura, a gente teria aí cocirculação e surtos anuais de vários coronavírus. Só que, obviamente, cada vez mais os tratamentos vão melhorando, a capacidade do sistema de saúde vai aumentando e nós vamos aprendendo a conviver com o famoso SARS-COV2.

Bom, o estudo é bem completo e complexo que isso tem muito mais gráficos que eu não vou trazer aqui, mas vou apresentar os resultados mais importantes pra gente entender o que pode acontecer daqui pra frente. O resultado que eu achei mais interessante é que ele mostra o que acontece quando a gente aumenta a capacidade do sistema de saúde, nos permitindo ficar menos tempo em isolamento, porque nossa capacidade de atender pessoas aumenta e aí a gente pode ter um número de casos maior.

Esse gráfico, por exemplo, mostra a capacidade do sistema de saúde americano que é a linha preta horizontal e como as ações de isolamento que são as sombras azuis têm eficácia em reduzir o número de casos, representados pelas curvas vermelhas e pretas.

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As vermelhas são casos comuns e as pretas são os casos graves. As linhas pontilhadas representam o disparo das ações de isolamento social quando os casos estão no topo e de liberação de circulação de pessoas, quando os casos estão em baixa, naquele mesmo modelo apresentado no outro estudo que fala que nós provavelmente faremos eventos de liberação seguido de isolamento e assim por diante.

Nesse gráfico, em todos os cenários esses eventos seriados de isolamento seriam necessários até 2022 para conter essa pandemia, diferente do que muita gente estava compartilhando por aí que teríamos que fazer uma única quarentena até 2022. Obviamente, ações econômicas terão de ser tomadas para que a gente consiga suportar esse período.

Mas uma coisa interessante pessoal, é o seguinte: Dobrar a capacidade do sistema de saúde permitiria diminuir os períodos que a gente fica em isolamento, como mostra esse segundo gráfico.

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Ciente das limitações desse estudo, que considerou o clima americano, as condições sociais dos Estados Unidos e que essas projeções não podem ser adaptadas de forma literal pras condições do Brasil, nós podemos ver que nem tudo está perdido.

Novos tratamentos funcionam como um aumento da capacidade do sistema de saúde, então pesquisas com novos medicamentos puxam a capacidade do sistema pra cima, permitindo com que mais pessoas sejam atendidas em menos tempo e diminuem, portanto, o período que a gente fica em isolamento. Então se no futuro, algum remédio for descoberto, seria como o segundo gráfico, seria um aumento da capacidade do sistema de saúde e a gente ficaria menos tempo em isolamento, provavelmente a gente sairia antes de 2022. Então essa é a primeira limitação prática desse estudo que muita gente não considerou antes de compartilhar e que certamente influenciaria para construir um cenário menos assustador.

O segundo pontos são as vacinas, já existem 78 vacinas em desenvolvimento no mundo e cinco delas já estão em testes clínicos [5], o que faz com que nossas esperanças ainda existam. As vacinas causariam uma imunidade forçada na população, fazendo com que pouca gente realmente se infectasse e ficasse doente, permitindo com que a nossa capacidade de sistema de saúde atual fosse suficiente para tratar todo mundo. Então, rapidamente a gente poderia sair do isolamento se houvesse uma vacina.

Só que essas duas alternativas, vacina e tratamento ainda vão demorar, e pelo menos um ano e meio. Por isso, a nossa única opção hoje é o isolamento social e que, provavelmente, nós iremos precisar fazer várias rodadas. O que vai nos permitir fazer essas rodadas de saida e volta pro isolamento são TESTES. Se a gente não tiver teste suficiente pra saber quantas pessoas estão infectadas mesmo sem sintomas, nós nunca poderemos fazer essa estratégia de isolamento em rodadas. Porque imagine que a gente tá chegando naquele limite do pico e o isolamento precisa ser disparado antes do colapso do sistema de saúde e pra isso precisamos saber como a epidemia tá caminhando. Só os testes podem nos dizer isso. Quando é possível afrouxar o isolamento? Também, só os testes nos dirão.

E aí está o nosso gargalo final. Enquanto o Brasil, que massacrou a ciência e tecnologia nacional ao longo dos últimos anos e negou o potencial que a ciência brasileira tem de gerar inovações por meio da pesquisa, nós ficaremos dependentes de importações de testes que o mundo todo está precisando. Então nós estamos competindo com o mundo todo. Eu conversei com o gestor de uma das únicas empresas de diagnóstico no Brasil que estão produzindo testes e eles estão falando que estão com falta de plástico para produzir os testes. A gente não tem uma indústria interna capaz de produzir insumos de biotecnologia suficiente para suprir a demanda nacional, enquanto temos dezenas de milhares de estudantes, mestres e doutores formados, desempregados que poderiam estar criando empresas, trabalhando em empresas de biotecnologia e farmacêuticas nacionais mas não o fazem por ausência de infraestrutura e falta de investimento do governo em ciência e tecnologia. 

Uma frase  dita no início de uma reportagem na maior rede televisiva do país,  me chamou muito a atenção esses dias.

O repórter disse exatamente assim: “A ciência nunca foi tão necessária quanto agora”. Não, meu caro colega, a ciência sempre foi necessária. É isso que levou os Estados Unidos, a Alemanha, a Austrália, o Reino Unido, o Japão a serem nações desenvolvidas. A ciência sempre foi necessária. Só que nunca se deu tanto valor à necessidade da ciência como agora no nosso país.

Um grande abraço e até a próxima.

“Se algo matar mais de 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, é mais provável que seja um vírus altamente contagioso do que uma guerra. Não mísseis, mas micro-organismos. Bem, um dos motivos disso é que investimos muito em estratégias antinucleares, mas investimos muito pouco em um sistema que detenha uma epidemia. Não estamos preparados para uma próxima epidemia.” Bill Gates, 2015.

Referências Bibliográficas:

[1] https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf

[2] https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30746-7/fulltext

[3] https://science.sciencemag.org/content/early/2020/04/14/science.abb5793

[4] https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-southkorea/south-korea-reports-recovered-coronavirus-patients-testing-positive-again-idUSKCN21S15X

[5] https://www.nature.com/articles/d41573-020-00073-5


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